Por que parar de pagar para ter seu currículo em sites de vagas

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Você já deve saber que existe uma grande diferença entre os termos gastar e investir. A diferença não está nos valores, e sim no retorno obtido. Por isso que na maioria dos casos, pagar por sites de vagas não é investimento. É gasto!

Claro, você deve conhecer alguém que conseguiu recolocação através de uma plataforma online de empregos. Mas você deve conhecer um número muito maior de pessoas que já colocou seu dinheiro nisso e não teve retorno algum. Existe uma explicação para isso.

Sites de vagas: quem deveria pagar?

Os sites de vagas oferecem planos pagos para que profissionais tenham acesso a algumas “vantagens”. Em geral, é ter seu currículo no banco de talentos, mas pode incluir consultoria, recomendações e outros “benefícios”. Só que na verdade, isso pode atrapalhar ainda mais a sua procura por emprego!

Pense neste exemplo, baseado num tempo de recolocação de seis meses. Um dos planos mais em conta disponíveis em sites nacionais custa R$ 49,90 por mês, totalizando quase R$ 300 nesse meio ano de procura. Mas será que faz sentido um profissional desempregado desembolsar essa quantia?

Há maneiras mais eficientes de conseguir emprego

Existem basicamente três caminhos para uma contratação.

  1. Conseguir uma indicação
  2. Ser encontrado por recrutadores (basta saber como atraí-los)
  3. Aplicar para vagas

Conseguir uma indicação é ótimo, mas nem sempre é de fácil acesso. Mesmo tendo boas relações com ex-colegas e muitos contatos no Linkedin, há muitos fatores variáveis nesta conta. Mas é fato: quem tem indicação tem maiores chances (saiba como conseguir uma!)

Ser encontrado por recrutadores parece ainda mais complicado, mas não é. Headhunters e profissionais de RH têm na sua rotina diária encontrar novos talentos usando seus contatos, o Linkedin e… os sites de vagas! E muitas empresas também pagam para usar mecanismos mais avançados de buscas nesses sites.

Quem paga a conta?

Usar as versões mais qualificadas das buscas nos sites de vagas torna o trabalho mais fácil para quem procura os perfis profissionais. Mas é aí que está o pulo do gato: as buscas avançadas tiram do radar dos recrutadores os currículos que não estão de acordo com o que eles procuram. E esse detalhe faz com que muitos bons profissionais sigam desempregados.

Além de estar sujeito a nunca ser visto por recrutadores, a concorrência por vagas nos sites especializados é enorme. É uma competição que nem sempre favorece as pessoas com os perfis mais indicados para as vagas. Logo: a conta do site de vagas deveria ser paga exclusivamente pelas empresas, já que elas precisam de facilidade de acesso a um grupo de candidatos.

Tem ainda outra questão agravante, que infelizmente acontece no mercado. Através de plataformas de vagas, pagas ou gratuitas, algumas empresas se aproveitam da alta concorrência e buscam um perfil específico de profissional: aquele que cobra barato! Pagando pouco, a empresa reduz as despesas e muitas vezes isso compensa financeiramente a alta rotatividade de funcionários (porque ninguém aguenta trabalhar por muito tempo em locais que não dão valor a seus profissionais).

No fim das contas, são os profissionais em busca de recolocação que saem em desvantagem! Justamente no momento em que mais precisam de apoio para encontrar vagas, passar pelo processo seletivo e conseguir a tão sonhada contratação. Não gaste suas economias, invista naquilo que dá resultado.

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