Maternidade e mercado de trabalho

Tempo de leitura: 3 minutos

Uma pesquisa divulgada em 2017 pela FGV mostrou que aproximadamente metade das mulheres entrevistadas se encontraram fora do mercado de trabalho até dois anos após o nascimento de um filho. A investigação entrevistou mais de 247 mil mulheres entre 25 e 35 anos em todos os níveis de escolaridade. A maioria dos casos é desligamento por parte do empregador, sem justa causa.

Assim como índices de desemprego, uma constatação como esta é capaz de causar ainda mais desespero para as mulheres que estão batalhando por uma vaga de emprego e não abrem mão da maternidade, seja no futuro ou já consumada. Se este é o seu caso, saiba que é possível contornar a estatística! E há exemplos para comprovar isso 🙂

A escolha da empresa

No Admirável Emprego Novo, costuma-se dizer que há dois tipos de empresas. Uma delas é aquela que não valoriza seus funcionários e pensa nas pessoas apenas como peças na máquina de gerar lucro. Alerta: dessas empresas, qualquer um deve ficar longe!

É o tipo de empresa que sempre tem posições em aberto e divulga as “oportunidades” em sites de vagas. Com grande visibilidade, recebem muitos currículos e conseguem contratar o melhor profissional que conseguem pelo menor salário possível. Pagando pouco, economizam muito e tem lucros maiores.

Outro sinal que alerta sobre essas empresas pode ser percebido na entrevista de emprego. Na prática, elas tendem a focar muito mais nas questões pessoais em vez de investigar a capacidade e o potencial do candidato ou candidata para exercer a função.

Do outro lado desse espectro, existem as empresas que valorizam seus funcionários e entendem que as pessoas são parte fundamental de qualquer negócio. Organizações com esta mentalidade focam naquilo que é realmente importante na hora de contratar: as competências.

Maternidade e mercado de trabalho: foco nas competências

A realidade da pesquisa citada acima poderia ser desestimulante. Depois de um mundo de transformações após gravidez, puerpério e licença maternidade, muitas mães ainda precisam enfrentar o desafio de voltar ao mercado de trabalho. Se uma demissão tem potencial de impactar negativamente na autoestima de qualquer pessoa, nesse acaso é ainda mais intenso.

É o desespero de perder uma posição estável justamente em um momento de aumento de gastos. E quanto mais tempo fora do mercado, mais cresce a ansiedade de encontrar uma oportunidade. Inclusive, não são raros os de casos de mães que simplesmente desistem de sua carreira por medo de não ter mais chances no mercado de trabalho.

O primeiro passo, nesse caso, é alimentar a autoestima e focar nos objetivos profissionais. Ao mesmo tempo, é preciso desenvolver a percepção para não cair nas mãos de empresas com o perfil errado, e sim ir atrás das que valorizam as competências.

Aliás, é possível usar até a maternidade como uma alavanca para a conquista de um novo emprego. Toda a metodologia do curso Admirável Emprego Novo foi desenvolvida para que qualquer profissional possa demonstrar seu potencial e suas competências, independente de gênero, idade e experiência profissional.

Uma competência comum entre as mulheres que já tiveram filhos é ter desenvolvido suas habilidades de gerenciamento de tempo, uma das competências mais valorizadas atualmente pelas boas empresas. Unindo as demais competências já desenvolvidas em experiências anteriores, sejam elas profissionais ou acadêmicas, as chances de recolocação ficam muito maiores.

E para quem acha que a realidade ainda é outra, há dois casos que merecem ser mencionados. A empresa de tecnologia ThoughWorks ganhou destaque nas redes sociais recentemente por ter admitido uma funcionária grávida de 8 meses (leia aqui).

Também temos um Caso de Sucesso do próprio Admirável Emprego Novo, em que a Camila conseguiu recolocação em menos de trinta dias depois de ter sido demitida ao voltar da licença maternidade. Conheça a história dela!

Leia também:

Os comentários foram encerrados, mas trackbacks e pingbacks estão abertos.